domingo, 14 de maio de 2017

Fuga Vã


Teus olhos insistentes me buscavam
pelas minhas veredas insondáveis.
Olhos fustigantes, hábeis labaredas,
que insinuantes me desvendavam.
Eu me esgueirava, delirante e fugidia,
fugidia, delirante e tonta.
E fugia, fugia, fugia...
Mas para onde ir e para onde eu ia?
O que não sei ou não me dou conta?
A minha fuga era inútil, eu bem sabia,
não era do teu olhar que eu fugia,
a minha fuga era inútil, eu bem sabia,
a minha fuga era do que eu sentia...


segunda-feira, 13 de março de 2017

Só eu sei...

Quem o meu nome chama
ecoando feito um grito?
Quem por mim reclama,
suspirando no infinito?
É vão esse clamor bramido,
esvaído de  espera sem fim. 
É vão este calado gemido,
que  grita  dentro de mim...

O silêncio me estende seu manto
e encobre o que penso e o que sinto,
se sorrio, não é riso, é pranto,
se nego, só eu sei quanto minto...