terça-feira, 6 de junho de 2017

A vida que vale


Coisas para dizer eram tantas,
mas ela não conseguia...
A voz travada e presa na garganta,
por longas horas e no resto do dia...

O olhar desolado, pasmo e frio
e a lágrima que também não caía.
Para que chorar por esse vazio,
se sempre foi assim, ela que não via?

Tudo passa, e a tormenta vai indo...
Talvez alguma cicatriz, antes ferida,
mas até ela um dia vai sumindo.
Fica a vida, a vida que vale ser vivida!





domingo, 14 de maio de 2017

Fuga Vã


Teus olhos insistentes me buscavam
pelas minhas veredas insondáveis.
Olhos fustigantes, hábeis labaredas,
que insinuantes me desvendavam.
Eu me esgueirava, delirante e fugidia,
fugidia, delirante e tonta.
E fugia, fugia, fugia...
Mas para onde ir e para onde eu ia?
O que não sei ou não me dou conta?
A minha fuga era inútil, eu bem sabia,
não era do teu olhar que eu fugia,
a minha fuga era inútil, eu bem sabia,
a minha fuga era do que eu sentia...


segunda-feira, 13 de março de 2017

Só eu sei...

Quem o meu nome chama
ecoando feito um grito?
Quem por mim reclama,
suspirando no infinito?
É vão esse clamor bramido,
esvaído de  espera sem fim. 
É vão este calado gemido,
que  grita  dentro de mim...

O silêncio me estende seu manto
e encobre o que penso e o que sinto,
se sorrio, não é riso, é pranto,
se nego, só eu sei quanto minto...