segunda-feira, 13 de março de 2017

Só eu sei...

Quem o meu nome chama
ecoando feito um grito?
Quem por mim reclama,
suspirando no infinito?
É vão esse clamor bramido,
esvaído de  espera sem fim. 
É vão este calado gemido,
que  grita  dentro de mim...

O silêncio me estende seu manto
e encobre o que penso e o que sinto,
se sorrio, não é riso, é pranto,
se nego, só eu sei quanto minto...


                                            

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Tristeza e felicidade


É coisa da mocidade
ora  ficar contente,
ora  tomado de tristeza?
Mas na maturidade,
com certeza, um ali outro aqui,
se à toa se entristece
tão de repente sorri.

Quem, por um descuido do bordado,
misturou as cores da linha,
nesse oscilante traçado,
e a alegria que vinha,
já vinha com a tristeza ao lado?

Quem  bordou, tão displicente,
esse bordado matizado,
num tempo sem idade?
Quem bordou, na vida da gente,
esse bordado misturado
de tristeza e felicidade?

domingo, 6 de novembro de 2016

Quase...

Quase encontro, perdida procura,
quase  luz, no meio do escuro.
Quase furor, confusa ternura,
quase imploro, quase que juro.
Quase nego a minha loucura,
quase o grito vira sussurro.
Quase mãos entrelaçadas,
quase embargam toda saída.
Quase tudo, de repente, é nada,
quase tudo fica sem vida!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Quem sou?


Se quem eu sou é real ou sonho,
nada me tiro ou me dou,
fico onde me proponho
ou me acompanho por onde vou...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Por onde andas?


Por onde andas que não mais pisaste,
na relva que para ti semeei?
Fostes tão breve e frágil como a haste
da pálida flor que um dia te dei.

Desenha-se agora esta saudade,
nos meus versos idos e vãos.
Penso que de tanta soledade,
foi contigo minha inspiração...

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Sonhos à beira-mar

De manhã cedo, de manhãzinha,
chapinho os pés na areia do mar,
e como se praia inteira fosse minha,
sou só devaneios e me ponho a sonhar.

Quando chega a tarde, a tardinha,
o sol se pondo, entre nuvens amarelas,
espio sorrindo as volitantes andorinhas,
girando no céu os meus sonhos com elas.






sexta-feira, 8 de julho de 2016

Alma de poeta (poeminha)




Alma de poeta, sempre atenta,
sempre alerta, mas, se distraída,
não é a alma que é isenta,
foi apenas o piscar da vida...