domingo, 14 de maio de 2017

Fuga Vã


Teus olhos insistentes me buscavam
pelas minhas veredas insondáveis.
Olhos fustigantes, hábeis labaredas,
que insinuantes me desvendavam.
Eu me esgueirava, delirante e fugidia,
fugidia, delirante e tonta.
E fugia, fugia, fugia...
Mas para onde ir e para onde eu ia?
O que não sei ou não me dou conta?
A minha fuga era inútil, eu bem sabia,
não era do teu olhar que eu fugia,
a minha fuga era inútil, eu bem sabia,
a minha fuga era do que eu sentia...


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