quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Fogo e lágrimas

(Desabafo desta poeta, ante a destruição pelo fogo do Museu da
  Língua Portuguesa-SP)


O fogo queima o monumento da cultura,
as lágrimas, o nosso rosto...
Tombam em chamas e cinzas nossas referências 
ensinadas e compreendidas.
Queimam as palavras, os nossos poetas e autores amados,
embora eternizados na intelectualidade absorvida.
Tombam desguardadas as torres culturais.
Tombamos, fragilizados, na vigilância dos nossos livros,
vigilância, se foi tanta, não é mais,
também arde perdida...
Choram ali, queimados, os imortais do saber.
Choremos com eles, em nós, vivos.
Choremos unidos na dor.
Choremos pela arte, ardendo, desfalecida!


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