terça-feira, 29 de abril de 2014

Todas as luas

Quando criança pequenina,
saltitante no meio da rua,
ingênua, lépida e franzina,
eu queria brincar na lua.


Logo, a mocidade se insinua
à menina tonta e cantante,
agora errante, solta e nua,
sonha dormir com a lua.


Hoje, na idade que amadurece,
peço à lua que cúmplice aquiesce,
brincadeiras e sonhos antigos.
Do céu radiante ela desce,
se aconchega e dorme comigo...




2 comentários:

  1. A última estrofe me tocou! (Já estou bem madura... mas sonho igual) Abraço, Maria Tereza

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  2. Que eu seja inspirada a compor versos que sintonizem
    com você, querida mestra. A sua presença enriquece este blog
    e muito me honra. Obrigada.
    Afetuoso abraço,
    Solange

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