quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Poeminhas


 Lua
Pálida e insone
nas noites minhas,
por que  me instiga
movediças juras de amor?
Por que esplendorosa
me alumia breve fulgor,
e em vão me atiça
à poesia, e às trovas
me entontece?
Se quando ao clarão
do sol se espreguiça
tão fria e desaparece,
levando minha inspiração?
Céu
Contas do meu terço,
quantas  contam
o que sou
ou que mereço sê-lo?
Para onde vou?
Quem me dará o sinal
aos apelos meus?
Quem os julgará no final?
Será Deus?





Delicado convite
Entre na minha vida,
faça dela a sua vereda,
o seu habitar,
mas caminhe lento,
delicado,
pois tenho cristais por dentro
e sonhos resguardados,
alados, prontos para voar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário