quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Infértil

Vazio...
Que triste vazio
deve ser
a imensidão do nada.
Do amor avesso
ao brando e à  ternura
consentida.
Da mão endurecida
que desconhece os afagos.
Quanto amor malresolvido
e abortado
de quem nunca amou
e, infértil, nunca foi amado...

2 comentários:

  1. Aos que veem a manifestação do amor como um labirinto que atormenta e acua, desejo-lhes a amplitude das planícies que beijam o céu, das campinas verdejantes que acariciam os mares e os rios e o olhar liberto, despojado e cúmplice para o outro...
    Solange Medina

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  2. Infértil, cai como uma luva em uma ser que nunca amou ou foi amado... Quisera ele, tivesse sido amado e desejado como eu fui, como eu amei... E se depois disso acabou, se sofri e fiz sofrer, aconteceu, porque o mundo gira e as emoções mudam e as paixões acontecem... Afagos que ficaram, que virão... mas estes serão acolhidos no seu tempo, dentro de toda ternura permitida...

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