quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Embriaguez da Alma

No cristal dessa taça de vinho,
estou à flor da pele...
À flor da pele eu não estaria,
se a flor não me revestisse,
se eu não tivesse pele...
O que seria da flor
se não fosse flor a minha pele?
Ah, sonho, não me arraste,
não me deixe lassa!
Brindo à vida que passa,
ao suspiro que  me resta
e ao tempo que me enlaça...
Se mal tenho pernas nesse torpor,
tropeço nas brumas esbranquiçadas
que me abraçam de mansinho:
ora nuvens ora ninhos.
Não recuo nem me detenho,
se tudo que avisto nessa taça de vinho
ou é o sono que me vence
ou é o cansaço,
  cansaço o que tenho...

Nenhum comentário:

Postar um comentário