quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Tropeçando na Pressa (crônica)

De repente, é uma folha seca que o vento suspende e sai com ela bailando, dançarino natural da natureza que é... Num outro momento, são as nuvens fomadoras de imagens efêmeras, que mal me dão tempo de assimilá-las, identificando-as com as imagens que compõem o meu painel pessoal. Logo, já  tomam outras formas e outras mais, brincando com a minha imaginação e, propositalmente, desafiando-a. Imagens que não se repetem, não se retomam, não se recompõem, são obras de arte tênues, sem assinaturas visíveis.
Seus autores se deliciam em provocar os olhos e a fantasia de seus admiradores que sonham.
Quem caminha apressado, tentando ajustar sua vida aos compromissos do dia a dia, não se dá conta da galeria que desfila muito acima de sua cabeça, na velocidade flamejante.
Nenhuma obra de arte é produzida para os que correm, ela os ignora, porque esses emaranhados da  pressa não  podem captar a alma e a poesia, esculpidas na efemeridade...



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